Educação Inclusiva para Surdos: Reflexões de Intérpretes de Libras e Professores de Física dos Municípios de Nova Mutum e Tangará da Serra - MT

Autores

  • Marciele Keyla Heidmann Universidade do Estado de Mato Grosso, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática MT, Brasil.
  • Sumaya Ferreira Guedes Universidade do Estado de Mato Grosso, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática MT, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.17921/2447-8733.2021v22n2p160-169

Resumo

Resumo
A Política Nacional de Educação Especial dispõe sobre formas de incluir a pessoa surda no Ensino Regular. Este estudo tem por objetivo analisar a conceituação do termo inclusão na visão de professores, que ministram o componente curricular de Física e Tradutores Intérpretes de Língua de Sinais (TILS), e verificar se a formação acadêmica, entre outras, tem influência na inter-relação com o estudante surdo em sala de aula comum. Para tanto, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, de abordagem qualitativa, com tratamento baseado na análise de conteúdo, por meio de três categorias. Os resultados apontam para o despreparo dos professores de Física, perante a ausência de algum tipo de formação direcionada para Libras, seja essa inicial, ou contínua, dificultando o acesso às informações pertinentes, como a conceituação do termo inclusão, inferindo na interação direta com o estudante surdo e na promoção da Educação Inclusiva. Portanto, reflexões acerca da obrigatoriedade do componente curricular de Libras, em conformidade com o Decreto 5.626/2005, pelas Instituições de Ensino Superior, que ofertam cursos de Licenciaturas se faz necessário, assim como a formação continuada de intérpretes de Libras e professores de Física da Educação Básica, em prol a um ensino de qualidade diante da inclusão de estudantes surdos.

Palavras-chave: Língua Brasileira de Sinais. Educação Especial. Educação Inclusiva.
Abstract
The National Special Education Policy provides for ways to include the deaf in regular education. This study aims to analyze the conceptualization of the term inclusion in the view of teachers who teach the curricular component of Physics and Brazilian Sign Language Interpreters (TILS) and to verify whether academic training, among others, influences the inter-relationship with the deaf student in a common classroom. To this end, semi-structured interviews were conducted, with a qualitative approach, with treatment based on content analysis, through three categories. The results point to the unpreparedness of physics teachers, in the absence of some type of training directed to Brazilian Sign Language, be it initial or continuous, making it difficult to access relevant information, such as the concept of the term inclusion, inferring in the direct interaction with the deaf student and promoting Inclusive Education. Therefore, reflections on the compulsory nature of the Brazilian Sign Language component, in accordance with Decree 5.626 / 2005, by Higher Education institutions, which offer undergraduate courses, are necessary, as well as the continued training of Brazilian Sign Language interpreters and teachers of Basic education physics, in favor of quality teaching in view of the deaf students inclusion.

Keywords: Brazilian Sign Language. Special Education. Inclusive Education.

Biografia do Autor

Marciele Keyla Heidmann, Universidade do Estado de Mato Grosso, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática MT, Brasil.

Possui graduação em Matemática pela UNEMAT (2004), segunda licenciatura em Pedagogia pela UNIFAVEST (2020), especialização em Ensino de Matemática pela UNEMAT (2008) e especialização em Libras pelo Centro Universitário Barão de Mauá (2013). Aprovada no ATESTO 2017/3 - intérprete de LIBRAS na tradução e interpretação de LIBRAS - Português e Português - LIBRAS pelo CASIES/SEDUC - Secretaria de Estado de Educação Esporte e Lazer. Atualmente atua como professora efetiva da Educação Básica do Estado de Mato Grosso na E. E. 13 de Maio em Tangará da Serra ? MT. Tem experiência na área de Matemática e na área da educação especial - AEE/Matemática com ênfase em LIBRAS.

Sumaya Ferreira Guedes, Universidade do Estado de Mato Grosso, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática MT, Brasil.

Possui graduação em Bacharelado Pleno em Química pela Universidade Federal de Mato Grosso (2009), mestre em Tecnologia e Segurança Alimentar pela Universidade Nova de Lisboa-Faculdade de Ciências e Tecnologia (2010) e doutorado em Química pela Universidade Estadual de Campinas ( 2016). Atualmente é professor titular da Universidade Superior da Universidade Estadual de Mato Grosso.

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Publicado

2021-06-23

Edição

Seção

Artigos