Práticas de Linguagem na Amazônia Paraense

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DOI:

https://doi.org/10.17921/2447-8733.2021v22n2p236-242

Resumo

Resumo
Esta pesquisa apresenta a visão de estudantes, professores e coordenação sobre as práticas de linguagens de estudantes da Amazônia Paraense em cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, a partir da Pedagogia da alternância. Os estudantes têm aulas em um período acadêmico e em outro período retornam às suas residências interioranas para unir os conhecimentos recebidos na escola, às práticas laborais de onde vivem. Esta investigação versa sobre jovens e adultos de cinco municípios paraenses: Abaetetuba, Castanhal, Magalhães Barata, Santa Isabel e São Domingos do Capim, que trabalham na cadeia produtiva da agricultura familiar, em especial, na produção de açaí, farinha, pesca, pecuária para corte e produção de leite. São estudantes do Curso de Agropecuária do PROEJA – Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Pretende-se demonstrar neste estudo, a construção dos letramentos durante este ensino. Selecionou-se autores que investigam pedagogia da alternância, educação do campo e letramentos para respaldar a parte teórica da pesquisa. Optou-se pela metodologia quali-quantitativa, na modalidade de estudo de caso e com a aplicação de questionários semiestruturados e análise documental. Os resultados obtidos revelaram que os professores trabalham os letramentos, entretanto, as práticas pedagógicas nem sempre acontecem de forma dialógica ao contexto sociocultural e laboral dos estudantes. Ao final da pesquisa, foi evidenciado que as práticas de letramentos devem ser pensadas para o desenvolvimento social, político e econômico dos estudantes em um ambiente que interligue os conhecimentos prévios dos estudantes a essas práticas.

Palavras-chave: Linguagens. Pedagogia da Alternância. PROEJA.

Abstract
This research present the students, teachers and coordination view on the language practices of students from the Paraense Amazon in technical courses integrated to High School, from the Pedagogy of alternation: students have classes in one academic period and in another period they return to their rural residences to combine the knowledge received at school, with the work practices where they live. This research is about young people and adults from five cities in Pará: Abaetetuba, Castanhal, Magalhães Barata, Santa Isabel and São Domingos do Capim, who work in the family agriculture production chain, especially in the production of açaí, flour, fishing, livestock for cutting and milk production. They are students of the Agricultural Course of PROEJA - National Program for the Integration of Professional Education with Basic Education in the Modality of Education of Youth and Adults. It is intended to demonstrate in this study, the construction of literacies during this teaching. Authors were selected who investigate alternation pedagogy, rural education and literacies to support the theoretical part of the research. We opted for the qualitative and quantitative methodology, in the case study modality and with the application of semi-structured questionnaires and documentary analysis. The results obtained revealed that the teachers work the literacies, however, the pedagogical practices do not always happen in a dialogical way to the students' socio-cultural and work context. At the end of the research, it was evidenced that literacy practices should be designed for the social, political and economic development of students in an environment that links students' prior knowledge to these practices.

Keywords: Languages, Alternation Pedagogy, PROEJA.

      

Biografia do Autor

Carlos Antônio de Andrade Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará. PA, Brasil

Possui graduação em Letras Português e Espanhol pela Faculdade Frassinetti do Recife (2011), Especialização em Docência para a educação profissional, científica e tecnológica pelo IFPA campus Bragança (2017) e Mestrado em Desenvolvimento Rural e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares. Atualmente, professor efetivo de Português e espanhol do IFPA Campus Castanhal onde desenvolve pesquisas sobre os multiletramentos aplicados a educação do campo e Linguística Aplicada.

Miranilde Oliveira Neves, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará. PA, Brasil.

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa, Especialização em Ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, Docência do Ensino Superior, Metodologia da Língua Inglesa e Tutoria em Educação a distância. É Doutora em Educação e professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - Campus Castanhal ministrando aulas nos ensinos básico, técnico, tecnológico e na pós-graduação lato e stricto sensu. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação do Campo, Linguagens, Inclusão e Formação de Professores. Já coordenou o Curso de Licenciatura em Educação do Campo. Foi vencedora de vários Prêmios Nacionais como Construindo a Igualdade de Gênero (CNPq, ONU Mulheres e Ministério da Ciência e Tecnologia) por três vezes e medalhista das Olimpíadas Nacionais da Língua Portuguesa. Atualmente lidera o grupo de pesquisa Linguagens, Culturas, Tecnologias e Inclusão e colabora com as linhas Aprendizagem e Desenvolvimento da Oralidade e da Escrita e Estudos Linguísticos e Literários na Amazônia do grupo de pesquisa Linguagem, Cultura e Educação na Amazônia. É membro da Associação Brasileira de Linguística, coordenadora de um acordo de cooperação internacional Brasil-Portugal e tem desenvolvido pesquisa sobre Formação de Professores na Amazônia.

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Publicado

2021-06-23

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Seção

Artigos