Educação, Políticas Públicas e Movimentos Sociais: um Debate Sobre Educação do Campo

Autores

  • Marco Aurélio Gomes de Oliveira
  • Mário Borges Netto

DOI:

https://doi.org/10.17921/2447-8733.2012v13n1p%25p

Resumo

Este artigo tem como objetivo problematizar o processo de construção das políticas educacionais e o papel desempenhado pela sociedade civil organizada, particularmente, os movimentos sociais, com a intenção de evidenciar que tais políticas públicas é resultado de um debate político, econômico e social, em que os diversos grupos sociais defendem o seu projeto de formação para “cidadania”. Para tanto, neste trabalho delimitamos como objeto de estudo o documento oficial que trata sobre a Educação Campo, no que tange às políticas educacionais. No que diz respeito à sociedade civil, analisamos o documento pedagógico elaborado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com o propósito de analisar suas proposições e objetivos para uma Educação do Campo que atenda suas expectativas enquanto movimento social. A partir deste estudo, corroboramos com o apelo dos autores que discutem a temática da Educação do Campo no sentido de valorizar a participação dos movimentos sociais de luta pela terra na construção das políticas públicas, concomitantemente a isso, cabe a todos nós, sujeitos da cidade e do campo, que vislumbramos uma sociedade diferente, mais justa e solidária, participarmos e apoiarmos uns aos outros nas reivindicações em prol de melhorias na educação pública e no fim da desigualdade social, considerando como horizonte dessa luta a transformação social.

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Publicado

2015-07-02

Edição

Seção

Artigos